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A escada está encostada na parede certa?

Pode ser que a sua vida até agora tenha acontecido. Você entrou na faculdade, conseguiu um estágio, se formou, foi efetivada, uma outra oportunidade surgiu, você topou... e assim foi seguindo e fluindo com as movimentações que se apresentavam.

Mas, seja por um incômodo interno, por uma demissão inesperada ou qualquer outra circunstância, em algum momento você para. E se faz as perguntas que talvez nunca tenha feito antes.


E apesar da angústia que esses momentos podem trazer, eles também são um presente para trazermos mais intencionalidade para vida.



Intencionalidade?


Quando eu falo de intencionalidade, é no sentido de trazer mais consciência. Sair do automático, entender o que me é importante e decidir se eu vou agir sobre isso e, se sim, quando. Porque nem tudo é pra já, nem tudo é possível de acomodar na nossa realidade diante de tantos pratinhos pra equilibrar. Mas priorizar uma pequena ação. Ir, através do nosso senso de agência, construindo hábitos, rotinas, escolhas que sejam mais coerentes com quem a gente é e com o que a gente quer.


Alguns exemplos pra tangibilizar esse papo:

  • Pode ser que você descubra que um dos seus valores é "Contribuição" - e se dê conta que sua vida está tão tomada pelo trabalho e outras demandas que isso está passando longe. De que forma você pode vivenciar esse valor? Mentorando alguém no trabalho, num projeto voluntário, dedicando tempo a alguém da família... (Se você quiser saber mais sobre valores, falei sobre isso neste post aqui).

  • Pode ser que você perceba que quer construir algo seu um dia. Mesmo sem saber exatamente o quê, sabe que trabalhar pra sempre dentro de uma empresa e atingir cargos de alta liderança não faz sentido pra você. Isso já é um norte. A partir daí, você pode começar a fazer escolhas um pouco diferentes: um projeto que decide pivotar, uma habilidade que decide desenvolver, ter uma conversa com quem já vive nesse caminho.

  • Pode ser que você descubra que uma das coisas que mais te energiza é ensinar, e que faz meses que você não faz isso de jeito nenhum. E basta uma pergunta: onde eu posso incluir isso, mesmo que pequeno, na minha vida?

  • Pode ser que, ao refletir sobre o que é sucesso pra você, a sua definição seja muito mais sobre equilíbrio: boletos pagos, saúde em dia e possibilidade de desfrutar da família, do que um cargo muito alto com excelente remuneração mas que exigiria abrir mão de coisas que te são importantes. Ou que para você sucesso seja impactar muitas pessoas e deixar um grande legado.

Saca? Não tem certo nem errado, melhor nem pior. Mas se fazer perguntas importantes para entender o que é importante para você e, a partir da sua realidade e necessidade, poder pensar e dar passos em direção a isso.

É basicamente: estamos subindo a escada certa? (Quando eu vivia minha primeira transição de carreira, um colega me disse: "Muitas vezes a gente está tão preocupado em subir a escada rápido que não se pergunta se a escada está encostada na parede certa." Aquilo fez tanto sentido para mim e nunca mais saiu da minha cabeça.)

O problema é que essa pergunta exige espaço. Espaço mental e emocional que, no meio de tanta reunião, tanta notificação, tanto scroll , toda essa enxurrada constante de estímulos que nos mantém ocupadas sem necessariamente nos fazer avançar - fica cada vez mais difícil de encontrar.


E antes que você pense "nossa, mas aí a vida vai ficar muito controlada, pensada demais" - não é sobre ter controle (até porque né? que baita ilusão rs).

É sobre ter um norte. O seu norte.

E ir construindo, passo a passo, uma vida que faça mais sentido pra você.

Isso começa com uma pergunta simples, mas que a maioria de nós nunca parou pra fazer de verdade:

O que é importante para mim?






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ilustração de bússola cósmica

DESENHO DE VIDA E CARREIRA

©2026 por Bruna Thomaz.

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